sexta-feira, 23 de julho de 2010

Rio grande do Sul


Pelotas não causou muita boa impressão no início, por termos acessado por uma via secundária, que nos recepcionava por um bairro bem simples. Mas então acessamos o centro, e vimos que a cidade era movimentada. Ruas muito largas, completamente diferente do que estamos habituados. Procurávamos um local para passar a noite, e nos indicaram conhecer a praia do Laranjal, que ficava a uns 10km do centro. E foi lá que ficamos durante aqueles dias.

A praia era mais bonita, e mesmo sendo banhada pela Lagoa dos Patos (a maior do Brasil), tinha um ar muito puro e uma temperatura até então bem agradável. O pessoal, pelo que parecia, era muito receptivo. Naqueles dias que se passaram, fui me habituando com o clima e com a região. Ou pelo menos tentando, já que em quatro dias era praticamente impossível, UHAUHAUHAH. Mas eu estava gostando daquele lugar.

Life is a Highway - I wanna drive it all night long


O Paraná tinha bonitas paisagens, de árvores mistas e altas, bem fechadas. Se a vegetação era diferente, o clima também havia mudado desde quando saímos de casa. Era tudo bem bonito de se ver. Íamos dormir em Curitiba, mas ainda eram 4h da tarde quando estávamos chegando na cidade. Então, resolvemos andar um pouco mais. Naquele dia chegamos até Joinville, Santa Catarina. Cidade bonita, de colonização alemã, só tinha gatinha. De noite, foi uma pizza bem recheada. Dia seguinte, logo cedo, ajeitamos para seguir viagem. Esse era o mesmo dia em que viria a acontecer uma forte tempestade na cidade, onde um Tornado causou sérios danos em alguns bairros, assustando e causando destruição por ali.

Ainda em SC, nas proximidades de Floripa, muitas concessionárias de lanchas e veículos automotores de esportes náuticos. Alcançamos Torres, no Rio Grande do Sul, por volta do início da tarde, que foi onde almoçamos. A vegetação e o relevo já haviam mudado novamente, passando de florestas altas e densas para planícies e vales, onde predominavam plantações de arroz. O churrasco já era gaúcho por aquelas bandas, UHAHUAH.

A partir dali, a viagem já estava nos limites, pois a ansiedade era grande. Chegamos em Porto Alegre umas 3h da tarde. Dali até Pelotas se fazia em pouco mais de 3h de viagem. No trecho observava-se florestas de pinheiros, que se alternavam com áreas de pampas ocupadas por arroz. A plantação de arroz era bonita de se ver, por ser de coloração verde forte, e refletia a luz de forma intensa e brilhante. Ao fim do dia, alcançamos finalmente nosso objetivo, percorrendo cerca de 2.100km em um dia e meio de viagem.

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Com a Ranger saímos ainda pela madrugada. Até o Rio de Janeiro, a viagem foi rápida. Ainda estávamos em “casa” na capital do nosso estado. Chegamos na capital financeira do Brasil por volta de meio dia. Realmente, era incrível ver a quantidade de arranha-céus espalhados por toda a cidade. Era concreto até onde a vista alcançava a visão. Passamos pela marginal Tietê em um horário bom para trafegar, já que quase não havia trânsito. Reparei que o ar era mesmo bem pesado. Entramos eu uma rua errada, e acabamos entrando na cidade. Por sorte, não pegamos o caminho para o centro. Logo voltamos para a estrada. A gnt queria chegar pelo menos até o Paraná naquele dia.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pois é, aquela prova do enem que eu tinha feito no ano anterior sem dar a menor importância (por achar que seria aprovado no vestibular da uenf, o que não aconteceu) foi a mesma prova que eu tentaria ser aprovado para fazer a faculdade que tanto sonhei fazer. Colocava-se a nota lá no site, e então tínhamos que esperar cinco dias e entrar novamente no site para ver se havia sido aprovado ou não. Cinco dias depois, acordei cedo entrei no site. E estava lá: “Parabéns! Você passou no vestibular enem 2009. E o curso escolhido foi: METEOROLOGIA, Campus Capão do Leão, Pelotas – Rio Grande do Sul”

A questão era que a matrícula tinha que ser feita logo na semana seguinte, caso contrário eu só seria chamado para o segundo semestre do ano. Meu pai não pensou duas vezes, queria logo levantar acampamento e colocar todo mundo na estrada o quanto antes possível para que pudéssemos chegar logo no lugar. Eu só sei que naqueles dias eu era o cara mais feliz do mundo.

Uma sábia decisão


Era uma noite de verão, e estávamos novamente em grussaí, desta vez com a família. Aquela noite definiria toda a minha vida a partir de então (tenso isso né? UHAUHAH). Estávamos já voltando da praia, na estrada. Poucas estrelas, lua cheia, vento calmo e frio. É, quase um cenário de trhiller norte-americano. Aquela foi a noite em que após uma boa conversa, papai me deu credibilidade para cursar a faculdade de meteorologia. É, cara: METEOROLOGIA! Aqui em Campos? Que nda. Rio? Lá tem, mas lá também não seria. Aonde então? Lá em baixo: No Rio Grande do Sul, tchê!
Vamu que vamu.. nesse momento a minha história estava por mudar completamente.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vivendo, cometendo loucuras e aprendendo


Para início de conversa, este foi um dos anos mais agitados e incríveis da minha vida. Isto porque ainda estamos em Julho, mas o que já aconteceu até aqui valeu de lembrança para a vida toda. Sempre falam que é bom começarmos do início, então bora lá: Janeiro 2010

Algo que marcou foi quando fui passar um findi em Grussaí, na casa de Ruan. Desse fim de semana eu posso citar a noite de sábado, UHAHUAUHAUHAH! Ruan sai de carro comigo e Laczinski, e de noite, ali na rua do clube, que de tão movimentada parecia a Pelinca. Ou até mais. O que houve nesta noite foi que, com o trânsito pesado, qualquer movimento com o carro deve ser preciso. Caso contrário, acidentes podim acontecer, isso era fato. Ok. Ruan foi fazer meia volta na pista, porém quando o carro estava atravessado, o trânsito já chegava com toda a velocidade. E então nenhum de nós três sabe dizer como aconteceu aquilo. Aconteceu que Ruan deu meio que marcha ré, fazendo o carro rodar 180º, ficando colado com o carro que vinha na direção contrária, e numa fração de segundos, conseguindo estacionar paralelamente à calçada. Ruan ficou branco de nervoso (HUAUHAH, mais branco), Laczinski e eu sem entender e com os olhos arregalados. Cerca de segundos depois, uma viatura policial passou ao nosso lado. Ruan já havia desligado o motor. Fizemos de conta que não foi com a gnt.. nada havia acontecido. Re-pe-ta-cu-lar :D