quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O astronauta brasileiro

Eu estava num sonho incrível, daqueles do tipo 007, quando fui despertado por minha mãe. Já era de manhã, e eu perdia a hora de ir para a consulta com o Dr. Louis. Me vesti, tomei o café da manhã e lembrei que eu tinha um pequeno bloco de anotações na gaveta do meu quarto. Peguei uma caneta e ainda a caminho do consultório, fui registrando o tal sonho que mais se parecia com um filme de ação / ficção científica!

O Vip`s Center Shopping tem um lado bem positivo: toca várias músicas da década de 80 – o que, pelo menos para mim, é muito bom. Depois da consulta, por fim terminei de registrar o sonho. Agora eu iria para o banco fazer um pagamento das contas da empresa.

Fila muito pequena – já que o banco havia acabado de abrir. Passava-se um pouco das dez da manhã. Na saída, uma moça estava sentada na escada, atrapalhando um pouco a passagem. Notei que ela não estava passando bem, e busquei ajudá-la. Perguntei se precisava de algo. Por educação, disse que não. Saí de onde estava, em direção à VI Bienal do livro, que acontecia na praça principal da cidade. Mas algo me disse para voltar e ajudar aquela moça. Voltei ao local, e do lado do banco comprei um copo de água para ela. Fui novamente ao banco e ela ainda estava lá. Entreguei-lhe, quando me contou que estava grávida, e aguardava sua mãe chegar. Depois, ela aceitou e agradeceu pela água.

Entrei na Bienal do Livro – que neste ano estava muito bem organizada. Comprei alguns volumes, e quando cheguei no fundo do estande, me deparei com um enorme pôster de Marcos Pontes – o astronauta brasileiro. Era o livro que ele havia publicado, que na época ainda não havia sido anunciado pela mídia. Me informei com o vendedor super gente fina, um japonês que havia, inclusive, participado da abertura e do fechamento dos Jogos PanAmericanos no Rio de Janeiro. Me interessei pelo livro de Marcos Pontes, mas não sabia ainda se comprava ou não. Foi então que ele falou: “Se você adquirir o livro até por volta de uma hora da tarde, você terá um autógrafo do Marcos Pontes”. Eu, surpreso, não sabia sequer que ele se encontrava em Campos. O japa falou que ele havia chegado no dia anterior, e já havia dado algumas palestras. Ok – dei uma volta pela bienal enquanto decidia se comprava ou não o livro, e já não conseguia parar de pensar na incrível oportunidade de falar com o 1º astronauta brasileiro, ganhar um autógrafo do cara e ainda ter a chance de tirar uma foto com ele. Voltei ao estande. “Então vai comprar o livro? Que bom, pois eu já estava guardando as coisas. Vamos logo, que ele (Marcos Pontes) já está passando aqui na frente”. Comprei o livro, e na mesma hora fomos para a frente da praça. Eu, o vendedor gente fina e a Elane, uma garota que conheci na hora, que também estava comprando o livro e que também ficou sabendo de tudo no momento.

Chegou um Fox preto, e parou à nossa frente. O vendedor colocou as coisas dentro do carro, onde haviam três pessoas. Uma mulher no banco de trás, outra no carona e um homem dirigindo. Comecei a olhar para a parte de trás do carro, esperando ver o astronauta sair dali. De repente, é ele quem sai do banco do motorista. Todos estavam apressados, pois teriam que estar ainda hoje em São José dos Campos para uma nova palestra. Foi então que ele nos cumprimentou. E ali estava eu, falando com um dos caras mais incríveis do Brasil: O primeiro astronauta de nosso país a ir para o espaço sideral. Rapidamente olhei em volta, esperando ver o tumulto causado quando uma celebridade surge assim, de repente. Não havia ninguém olhando. Tiro minhas conclusões de que, muitas vezes, as pessoas mais importantes e ‘reais’ não são levadas a sério. Imagine você, se daquele carro aparecesse um Justin Bieber ou um grupinho de pagode, ou até um Parangolé da vida. Todos iriam querer tirar fotos e pedir autógrafos. Ao menos para mim e para a Elane, estar com um astronauta brasileiro é muito mais importante e gratificante. Marcos Pontes autografou o livro da moça, e o meu logo em seguida. Fiquei ali, pasmo, em frente ao carro, vendo ele escrever na contra-capa do livro, com as próprias palavras, o meu nome e uma frase de motivação para a vida. O nome do livro é: É possível. Pois digo a você, leitor, que não havia nome melhor para se colocar naquele livro. “Juntem vocês agora para tirarmos uma foto” – para a surpresa de todos, foi a própria assessora do astronauta quem disse. Agora estava registrada essa minha incrível façanha. Apareceu um guarda, pedindo para que o carro fosse tirado dali. E então ele disse “Senhor, por favor, poderia retirar o seu carro do local para dar passagem... mas o senhor é o astronauta, não é??” inclusive o guarda se surpreendeu em ver ali, bem à sua frente, aquele rapaz. Todos estavam com muita pressa. Nos despedimos, e eles seguiram o próprio caminho. Fiquei conversando ainda com a Elane e com o vendedor, ainda orgulhoso do que acabara de acontecer. Até o guarda entrou na conversa, muito surpreso.

Tem dias em que nos surpreendemos. Nunca eu, Antônio Ivo, imaginava que isso seria possível um dia. Não ao menos desta forma, sem programação nenhuma para o fato. E depois deste dia, vejo que, realmente, os nossos sonhos são possíveis de se realizar. Sou católico, e cristão como muitos. Hoje, eu vi com meus próprios olhos a ação de Deus em nossas vidas. Você tem algum sonho a se realizar? Digo para você: Não perca as esperanças em momento algum. É possível. E quem sabe o seu dia chegará quando você também menos esperar.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Home sweet home !


As vezes ainda me pergunto do que fui capaz de fazer. Sair de total conforto para uma vida que não tinha a menor idéia de como seria. Mas não me arrependo nem um pouco de ter feito isto. São lembranças boas que ficam marcadas. Naquele dia 19 de Maio completei 18 anos – saímos de Pelotas eu e minha mãe. Pegamos o táxi até a rodoviária. Um frio bom. O sol começava a raiar. Pegamos o ônibus para Porto. De lá, direto para o aeroporto – e aí sim foi irado. UHAUHASHUASH.
Falo assim por que quando tu andar de avião saberá do que estou dizendo. Pra começar por estar dentro do aeroporto, já é algo surreal – é que eu também me amarro nessas coisas de aeromodelismo, e aeronaves em geral. Tirei boas fotos. Pegamos o vôo depois do almoço – que nem foi almoço, só foi um lanche. A gnt entra por um corredor e quando vê já está no corredor dos assentos, dentro do avião. Ele então manobra pela pista do aeroporto, e se prepara para decolar, Há uma autorização da torre de controle. E então, parece que ele alcança de 0 a 120km/h em menos de um segundo – sim, os corpos são lançados contra as cadeiras – tipo velozes e furiosos quando aciona o nitrox II, HUASHUASUHSAH! E a velocidade só aumentava – olhava para os lados e via tudo passar numa velocidade absurda – e tudo tremia, pois ainda estava em contato com o solo. Quando tudo fica mais calmo, ele perdeu contato com o solo e decolou. Porto Alegre já havia ficado para trás. O avião – as asas balançavam! Eu nem sabia que era dessa forma. Achei que fosse algo estático. Subimos com o céu nublado, e poucos minutos depois alcançamos a altura boa, sem nuvens. Céu incrivelmente azule limpo, e um forro de nuvens bem abaixo de nós. Lá por São Paulo, nuvens carregadas de mais. Entramos nelas, e o resultado: Turbulência forte. Das boas. Quando passou, já avistava-se o Rio abaixo de nós. Aquele dia não dá para esquecer. Foi um dia incrível – e quem diria, o dia que eu estava voltando para minha casa. O “carioca”, como ficou conhecido no rio grande do sul, havia, enfim, voltado para sua terra ;)

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Dentro de mim, não era aquilo que eu queria. Por mil coisas. O clima era semelhante ao dos states, e aquilo me deixava entusiasmado – um dos meus sonhos é conhecer os states. Com isso, você saía ao sol de outono e inverno sem transpirar nem se queimar. Usava óculos escuros mesmo de casaco – é, aqui pelo Rio é impossível algo assim. Por lá, as mulheres eram incríveis – sem brincadeira. Se você já ouviu em algum lugar que o Rio Grande do Sul é terra das mulheres mais bonitas do país, quando for pra lá verá que talvez essa frase esteja realmente certa. Pelo lado pessoal, eu estava realizado, e pelo lado profissional, estava arrasado. Complicado, hein? Eu não sabia o que fazer, mas sentia que naquele momento, eu ainda não estava qualificado a viver sozinho estudando meteorologia. Nada que me impeça de retornar alguns anos mais tarde, mas naquele momento eu sentia que a coisa estava se complicando cada vez mais para mim. Eu comecei a me largar, digamos assim. Fiz coisas a noite que nunca tinha feito antes – isso ainda com 17 anos. Se continuasse nesse ritmo, poderia não me dar bem alguns anos mais à frente. A família é, sem dúvidas, a base de uma vida saudável e feliz. Mas se você ainda não descobriu isso, não se preocupe.. nada melhor do que experiência própria para descobrirmos e aprendermos com a própria vida ;)

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O curso não colou. Claro que não só eu estava achando complicado aquilo tudo, sem contar morar sozinho com 17 anos ainda – cara, é complicado. Pode parecer que não, mas acaba sendo sim. Ta certo que era decretado o segundo curso mais difícil do Brasil para se concluir – só ficava atrás de Astronomia. E isso eu posso afirmar com absoluta certeza: TODOS que entravam não tinham a menor idéia de que o curso é de tal forma. Estou escrevendo esse texto meses depois que voltei, e já vejo que muitos outros já desistiram – continuaram por lá, mas estão fazendo alguma outra coisa. Por duas semanas, estive mais perdido que uma agulha num palheiro. Era eu comigo mesmo. Por mais que eu trocasse idéias com qualquer amigo que eu tivesse feito, eles não saberiam o que se passava em minha mente – não sabiam nem a casa – a boa casa – que eu morava no estado do rio, e que havia deixado toda essa vida pra trás, e chegar lá e me deparar com um curso que se você não ficar 25h por dia estudando, a barra pesa e vc simplesmente não avança. Saindo do r.u em mais um daqueles dias bonitos, pensei por uns cinco minutos. Sozinho. Peguei meu telefone celular. Disquei o número da minha mãe. E foi então que eu disse: “Mãe, está muito difícil para mim. Troque uma idéia com papai. Acho que vou voltar”.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Linhas paralelas


Lembranças podem ser definidas como aquelas brisas de beira-mar no solstício de verão. O que restou do Rio Grande do Sul em minha memória foi tudo de bom - Aqui a ordem já não importa, o que vier na cabeça vou digitando – lembro das andanças pelo campus universitário, inclusive por aquele bosque escuro e sinistro em um dia de outono bem puxado; ou então as idas nas bibliotecas do campus, ou nem do campus da UFPel, de outra universidade mesmo – que sempre terminava em altas risadas – e aquelas vezes que levantava em baixo de frio e chuva para encarar uma aula de IPD com um prof meio crazy? Ah, claro, a faculdade só tinha professores meio faltando parafuso na cabeça – UHAUHAUHA.


Saídas pra barzinhos, festas promovidas pelos outros cursos da faculdade, festas do nosso próprio curso – era tudo de bao. Idas ao ginásio de noite, depois do jantar, para assistir as meninas jogando futebol – e sair de lá correndo sobre um espetáculo de raios e relâmpagos que anunciavam a incrível tempestade que estava para cair – ah, e caiu. Pegamos chuva, e eu não sei como não pegava uma pneumonia, ainda bem. Ficamos embaixo de um disjuntor daqueles de poste, que fazer até barulho – no meio dessa tempestade, conversando numa boa, e só depois que fomos reparar no risco que corríamos – e corríamos muito, pela falta de tempo – ou para correr das tempestades. Nesse dia corremos pra dentro da praça – sim, a noite ela fica escura e só tem marginais por lá, mas e daí? Se eu quiser farrear, tomar todas num bar, sair pra namorar, o que é que tem? Era realmente tudo muito bom – e algumas coisas ruins, é claro, mas comparando com as coisas boas, elas que se destacavam. Uma das únicas coisas ruins era morar longe da família – principalmente nos fins de semana. O que substituía esse vazio eram as reuniões lá em casa para estudar – ou farrear – UAHUHAUHAH.

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Viver em Pelotas era completamente diferente. Primeiro, morando sozinho em um apartamento, bem no centro. O clima era subtropical, que alternava de dias completamente ensolarados e limpos a chuvas torrenciais. A temperatura era amena, mesmo com sol não ultrapassava os 25º (isso já era considerado como um ‘inferno’ por lá, HUAUHAH). Amanhecia tarde: por volta de 6:30am era que o dia começava a se mostrar. Frio. A torneira não tinha aquecedor, portanto a água que lavava-se o rosto de manhã era aquela água gelada, ‘booa’ pra acordar mesmo. Neblina. Uma vez saí de casa sussa, e ali embaixo, na rua, vi que realmente a previsão havia se confirmado: 8º. Nesse dia teve até uma geada, fraca mas teve. No caminho, dava para ver que a grama tinha ficado azulada (principalmente a do campo de golf que ficava em Capão do Leão - bem perto do campus 

A ida e a volta para a faculdade era sempre uma farra só. É, porque era um ônibus que praticamente só tinha universitários. O ‘azulzinho’ pegava e deixava o pessoal ali no centro, há umas três quadras de onde eu morava. O centro era movimentado, mas não tem shoppings centers, o cinema é bem modesto.. mas o bom é que ali era o ponto de encontro de todo mundo da universidade.

Ela é diferente, ela é engraçada, é inteligente - só não é minha namorada

Era uma manhã de sol, tudo estava bonito como em uma bela manhã de verão, e a primeira aula do dia seria no prédio 41 – esse era o prédio mais afastado do campus. Na verdade ele ficava logo antes um pouco da entrada do campus, daí a gnt tinha q vir andando um bom pedaço até chegar – e ainda encarar aula de física. Achou q fosse pouco neh, USHAUHSUAHS.

Daí foi nesta manhã q eu estava lá com o pessoal da minha sala ali na frente desse prédio 41 (q de prédio, obvio, era só o nome). Tinha uma cobertura de palha ali e um tronco deitado na grama que era onde o pessoal ficava esperando aquele professor peruano chegar com uma mochila que era quase do tamanho dele. E então chegou uma colega trazendo uma outra q eu não tinha visto ainda – loira, cabelos longos, lisos, olhos marrom escuro, carinha de sono e com blush nas bochechas – e ficou ali sentada em uma parte bem pequena que batia o sol. É, pq fazia um frio esperto naquela hora – hahah, umas 8h da manhã. E foi na fila que eu fui então conversar com a menina misteriosa, que quase não falava com ninguém mas que gostava de observar tudo a sua volta. Talvez ela fosse feliz por fazer isso, já q falava apenas o necessário nas horas certas. Se um dia você tiver a chance de encontrá-la, terá a certeza de que ela é diferente – não se apega a revistas de conversinhas de pessoas famosas, mas sim a um bom livro como “A cabana”; sem contar que por trás de toda aquela insegurança do início, ela é uma das daquelas que sabe sorrir e contagiar os que estão a sua volta com um olhar sincero e feliz. Comemos juntos naquele dia, e depois encontramos um pessoalzinho bacana e ficamos ali na cantina universitária, vendo fotos de nem sei mais oq – das cidades de cada um – pela net.

Todos os dias ela sempre era a mesma pessoa. Até que um fds me chamou para ir no show de Pixote, e foi o show que fui de ultima hora. “Antoniooo, vai la no calçadão na farmácia ‘mais economica’ comprar teu ingresoo, daí vamos no show hjee’ – fomos eu, ela e uma amiga q eu não conhecia – kkk. Nos encontramos no tal lugar combinado, mas em vez de pegar um ônibus e ir de vez, naao, tinha q ter algum imprevisto antes, senão não teria graça ficamos andando por umas ruas escuras lá só pra chegar num bar q ngm conhecia – so a amiga dela – q dizia q era mais barato e etc – e chegamos la e a desgraça estava fechado. E voolta pelo mesmo caminho, e sobe rua, e desce rua, e passa pela praça escura, e ta blz. Um baaita frio lá no lugar do show, isso antes de entrar, na fila ainda. E fica todo mundo junto p aquecer – e ela devia estar acostumada, o carioca era eu – sim, o carioca que nunca pegava um frio bom ;)

Quando dizemos se algo é bom ou não, levamos em conta o nosso ponto de vista. Com o tempo a gnt vai vendo que quase tudo de bom acontece para nós por que queríamos que tivesse sido assim. O lugar era legal, mas o ambiente era meio pesado – muita gente estranha e aglomerada, e a insegurança batia. Mas não era isso no que queríamos nos concentrar. Mas sim no show, até porque de que adiantava prestar atenção em tanta gente desconhecida à volta se bem a frente havia quem realmente nós conhecíamos e fazia de nós uma companhia, certo? ;)

Fiz dela uma amizade muito boa, daquelas que a gnt ve e já vê motivo pra contar piada só p fazer rir e depois a gnt rir da risada dela , kkkk. Lembro de um dia que eu tinha acabado de chegar, e ela falou pro cachorro q tava por ali brincando “Aíi, olha quem chegoou, vai brincar na perna dele agora” :P eauehuehuehe

O tempo que fiquei com ela foi muito – muito pouco. Durou exatamente duas semanas. Aquele curso não estava agradando muita gnt. Aprendemos que meteorologia não era só mapas coloridos e radares, mas muita base de calculo e física aplicada. E morando longe de tudo e de todos os familiares, como que seria isso? Entendi o que ela sentia, o curso não foi o que ela esperava que fosse - Nem mesmo para mim.

Era uma manhã de sexta, e parecia ser bonita igual à aquela primeira manha de conversa que tivemos. Mas muito pelo contrário. Era bem diferente agora. Eu não tinha mais a Tamires junto de mim

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Rio grande do Sul


Pelotas não causou muita boa impressão no início, por termos acessado por uma via secundária, que nos recepcionava por um bairro bem simples. Mas então acessamos o centro, e vimos que a cidade era movimentada. Ruas muito largas, completamente diferente do que estamos habituados. Procurávamos um local para passar a noite, e nos indicaram conhecer a praia do Laranjal, que ficava a uns 10km do centro. E foi lá que ficamos durante aqueles dias.

A praia era mais bonita, e mesmo sendo banhada pela Lagoa dos Patos (a maior do Brasil), tinha um ar muito puro e uma temperatura até então bem agradável. O pessoal, pelo que parecia, era muito receptivo. Naqueles dias que se passaram, fui me habituando com o clima e com a região. Ou pelo menos tentando, já que em quatro dias era praticamente impossível, UHAUHAUHAH. Mas eu estava gostando daquele lugar.

Life is a Highway - I wanna drive it all night long


O Paraná tinha bonitas paisagens, de árvores mistas e altas, bem fechadas. Se a vegetação era diferente, o clima também havia mudado desde quando saímos de casa. Era tudo bem bonito de se ver. Íamos dormir em Curitiba, mas ainda eram 4h da tarde quando estávamos chegando na cidade. Então, resolvemos andar um pouco mais. Naquele dia chegamos até Joinville, Santa Catarina. Cidade bonita, de colonização alemã, só tinha gatinha. De noite, foi uma pizza bem recheada. Dia seguinte, logo cedo, ajeitamos para seguir viagem. Esse era o mesmo dia em que viria a acontecer uma forte tempestade na cidade, onde um Tornado causou sérios danos em alguns bairros, assustando e causando destruição por ali.

Ainda em SC, nas proximidades de Floripa, muitas concessionárias de lanchas e veículos automotores de esportes náuticos. Alcançamos Torres, no Rio Grande do Sul, por volta do início da tarde, que foi onde almoçamos. A vegetação e o relevo já haviam mudado novamente, passando de florestas altas e densas para planícies e vales, onde predominavam plantações de arroz. O churrasco já era gaúcho por aquelas bandas, UHAHUAH.

A partir dali, a viagem já estava nos limites, pois a ansiedade era grande. Chegamos em Porto Alegre umas 3h da tarde. Dali até Pelotas se fazia em pouco mais de 3h de viagem. No trecho observava-se florestas de pinheiros, que se alternavam com áreas de pampas ocupadas por arroz. A plantação de arroz era bonita de se ver, por ser de coloração verde forte, e refletia a luz de forma intensa e brilhante. Ao fim do dia, alcançamos finalmente nosso objetivo, percorrendo cerca de 2.100km em um dia e meio de viagem.

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Com a Ranger saímos ainda pela madrugada. Até o Rio de Janeiro, a viagem foi rápida. Ainda estávamos em “casa” na capital do nosso estado. Chegamos na capital financeira do Brasil por volta de meio dia. Realmente, era incrível ver a quantidade de arranha-céus espalhados por toda a cidade. Era concreto até onde a vista alcançava a visão. Passamos pela marginal Tietê em um horário bom para trafegar, já que quase não havia trânsito. Reparei que o ar era mesmo bem pesado. Entramos eu uma rua errada, e acabamos entrando na cidade. Por sorte, não pegamos o caminho para o centro. Logo voltamos para a estrada. A gnt queria chegar pelo menos até o Paraná naquele dia.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pois é, aquela prova do enem que eu tinha feito no ano anterior sem dar a menor importância (por achar que seria aprovado no vestibular da uenf, o que não aconteceu) foi a mesma prova que eu tentaria ser aprovado para fazer a faculdade que tanto sonhei fazer. Colocava-se a nota lá no site, e então tínhamos que esperar cinco dias e entrar novamente no site para ver se havia sido aprovado ou não. Cinco dias depois, acordei cedo entrei no site. E estava lá: “Parabéns! Você passou no vestibular enem 2009. E o curso escolhido foi: METEOROLOGIA, Campus Capão do Leão, Pelotas – Rio Grande do Sul”

A questão era que a matrícula tinha que ser feita logo na semana seguinte, caso contrário eu só seria chamado para o segundo semestre do ano. Meu pai não pensou duas vezes, queria logo levantar acampamento e colocar todo mundo na estrada o quanto antes possível para que pudéssemos chegar logo no lugar. Eu só sei que naqueles dias eu era o cara mais feliz do mundo.

Uma sábia decisão


Era uma noite de verão, e estávamos novamente em grussaí, desta vez com a família. Aquela noite definiria toda a minha vida a partir de então (tenso isso né? UHAUHAH). Estávamos já voltando da praia, na estrada. Poucas estrelas, lua cheia, vento calmo e frio. É, quase um cenário de trhiller norte-americano. Aquela foi a noite em que após uma boa conversa, papai me deu credibilidade para cursar a faculdade de meteorologia. É, cara: METEOROLOGIA! Aqui em Campos? Que nda. Rio? Lá tem, mas lá também não seria. Aonde então? Lá em baixo: No Rio Grande do Sul, tchê!
Vamu que vamu.. nesse momento a minha história estava por mudar completamente.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vivendo, cometendo loucuras e aprendendo


Para início de conversa, este foi um dos anos mais agitados e incríveis da minha vida. Isto porque ainda estamos em Julho, mas o que já aconteceu até aqui valeu de lembrança para a vida toda. Sempre falam que é bom começarmos do início, então bora lá: Janeiro 2010

Algo que marcou foi quando fui passar um findi em Grussaí, na casa de Ruan. Desse fim de semana eu posso citar a noite de sábado, UHAHUAUHAUHAH! Ruan sai de carro comigo e Laczinski, e de noite, ali na rua do clube, que de tão movimentada parecia a Pelinca. Ou até mais. O que houve nesta noite foi que, com o trânsito pesado, qualquer movimento com o carro deve ser preciso. Caso contrário, acidentes podim acontecer, isso era fato. Ok. Ruan foi fazer meia volta na pista, porém quando o carro estava atravessado, o trânsito já chegava com toda a velocidade. E então nenhum de nós três sabe dizer como aconteceu aquilo. Aconteceu que Ruan deu meio que marcha ré, fazendo o carro rodar 180º, ficando colado com o carro que vinha na direção contrária, e numa fração de segundos, conseguindo estacionar paralelamente à calçada. Ruan ficou branco de nervoso (HUAUHAH, mais branco), Laczinski e eu sem entender e com os olhos arregalados. Cerca de segundos depois, uma viatura policial passou ao nosso lado. Ruan já havia desligado o motor. Fizemos de conta que não foi com a gnt.. nada havia acontecido. Re-pe-ta-cu-lar :D