As vezes ainda me pergunto do que fui capaz de fazer. Sair de total conforto para uma vida que não tinha a menor idéia de como seria. Mas não me arrependo nem um pouco de ter feito isto. São lembranças boas que ficam marcadas. Naquele dia 19 de Maio completei 18 anos – saímos de Pelotas eu e minha mãe. Pegamos o táxi até a rodoviária. Um frio bom. O sol começava a raiar. Pegamos o ônibus para Porto. De lá, direto para o aeroporto – e aí sim foi irado. UHAUHASHUASH.
Falo assim por que quando tu andar de avião saberá do que estou dizendo. Pra começar por estar dentro do aeroporto, já é algo surreal – é que eu também me amarro nessas coisas de aeromodelismo, e aeronaves em geral. Tirei boas fotos. Pegamos o vôo depois do almoço – que nem foi almoço, só foi um lanche. A gnt entra por um corredor e quando vê já está no corredor dos assentos, dentro do avião. Ele então manobra pela pista do aeroporto, e se prepara para decolar, Há uma autorização da torre de controle. E então, parece que ele alcança de 0 a 120km/h em menos de um segundo – sim, os corpos são lançados contra as cadeiras – tipo velozes e furiosos quando aciona o nitrox II, HUASHUASUHSAH! E a velocidade só aumentava – olhava para os lados e via tudo passar numa velocidade absurda – e tudo tremia, pois ainda estava em contato com o solo. Quando tudo fica mais calmo, ele perdeu contato com o solo e decolou. Porto Alegre já havia ficado para trás. O avião – as asas balançavam! Eu nem sabia que era dessa forma. Achei que fosse algo estático. Subimos com o céu nublado, e poucos minutos depois alcançamos a altura boa, sem nuvens. Céu incrivelmente azule limpo, e um forro de nuvens bem abaixo de nós. Lá por São Paulo, nuvens carregadas de mais. Entramos nelas, e o resultado: Turbulência forte. Das boas. Quando passou, já avistava-se o Rio abaixo de nós. Aquele dia não dá para esquecer. Foi um dia incrível – e quem diria, o dia que eu estava voltando para minha casa. O “carioca”, como ficou conhecido no rio grande do sul, havia, enfim, voltado para sua terra ;)

