Era uma manhã de sol, tudo estava bonito como em uma bela manhã de verão, e a primeira aula do dia seria no prédio 41 – esse era o prédio mais afastado do campus. Na verdade ele ficava logo antes um pouco da entrada do campus, daí a gnt tinha q vir andando um bom pedaço até chegar – e ainda encarar aula de física. Achou q fosse pouco neh, USHAUHSUAHS.
Daí foi nesta manhã q eu estava lá com o pessoal da minha sala ali na frente desse prédio 41 (q de prédio, obvio, era só o nome). Tinha uma cobertura de palha ali e um tronco deitado na grama que era onde o pessoal ficava esperando aquele professor peruano chegar com uma mochila que era quase do tamanho dele. E então chegou uma colega trazendo uma outra q eu não tinha visto ainda – loira, cabelos longos, lisos, olhos marrom escuro, carinha de sono e com blush nas bochechas – e ficou ali sentada em uma parte bem pequena que batia o sol. É, pq fazia um frio esperto naquela hora – hahah, umas 8h da manhã. E foi na fila que eu fui então conversar com a menina misteriosa, que quase não falava com ninguém mas que gostava de observar tudo a sua volta. Talvez ela fosse feliz por fazer isso, já q falava apenas o necessário nas horas certas. Se um dia você tiver a chance de encontrá-la, terá a certeza de que ela é diferente – não se apega a revistas de conversinhas de pessoas famosas, mas sim a um bom livro como “A cabana”; sem contar que por trás de toda aquela insegurança do início, ela é uma das daquelas que sabe sorrir e contagiar os que estão a sua volta com um olhar sincero e feliz. Comemos juntos naquele dia, e depois encontramos um pessoalzinho bacana e ficamos ali na cantina universitária, vendo fotos de nem sei mais oq – das cidades de cada um – pela net.
Todos os dias ela sempre era a mesma pessoa. Até que um fds me chamou para ir no show de Pixote, e foi o show que fui de ultima hora. “Antoniooo, vai la no calçadão na farmácia ‘mais economica’ comprar teu ingresoo, daí vamos no show hjee’ – fomos eu, ela e uma amiga q eu não conhecia – kkk. Nos encontramos no tal lugar combinado, mas em vez de pegar um ônibus e ir de vez, naao, tinha q ter algum imprevisto antes, senão não teria graça ficamos andando por umas ruas escuras lá só pra chegar num bar q ngm conhecia – so a amiga dela – q dizia q era mais barato e etc – e chegamos la e a desgraça estava fechado. E voolta pelo mesmo caminho, e sobe rua, e desce rua, e passa pela praça escura, e ta blz. Um baaita frio lá no lugar do show, isso antes de entrar, na fila ainda. E fica todo mundo junto p aquecer – e ela devia estar acostumada, o carioca era eu – sim, o carioca que nunca pegava um frio bom ;)
Quando dizemos se algo é bom ou não, levamos em conta o nosso ponto de vista. Com o tempo a gnt vai vendo que quase tudo de bom acontece para nós por que queríamos que tivesse sido assim. O lugar era legal, mas o ambiente era meio pesado – muita gente estranha e aglomerada, e a insegurança batia. Mas não era isso no que queríamos nos concentrar. Mas sim no show, até porque de que adiantava prestar atenção em tanta gente desconhecida à volta se bem a frente havia quem realmente nós conhecíamos e fazia de nós uma companhia, certo? ;)
Fiz dela uma amizade muito boa, daquelas que a gnt ve e já vê motivo pra contar piada só p fazer rir e depois a gnt rir da risada dela , kkkk. Lembro de um dia que eu tinha acabado de chegar, e ela falou pro cachorro q tava por ali brincando “Aíi, olha quem chegoou, vai brincar na perna dele agora” :P eauehuehuehe
O tempo que fiquei com ela foi muito – muito pouco. Durou exatamente duas semanas. Aquele curso não estava agradando muita gnt. Aprendemos que meteorologia não era só mapas coloridos e radares, mas muita base de calculo e física aplicada. E morando longe de tudo e de todos os familiares, como que seria isso? Entendi o que ela sentia, o curso não foi o que ela esperava que fosse - Nem mesmo para mim.
Era uma manhã de sexta, e parecia ser bonita igual à aquela primeira manha de conversa que tivemos. Mas muito pelo contrário. Era bem diferente agora. Eu não tinha mais a Tamires junto de mim
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