
Lembranças podem ser definidas como aquelas brisas de beira-mar no solstício de verão. O que restou do Rio Grande do Sul em minha memória foi tudo de bom - Aqui a ordem já não importa, o que vier na cabeça vou digitando – lembro das andanças pelo campus universitário, inclusive por aquele bosque escuro e sinistro em um dia de outono bem puxado; ou então as idas nas bibliotecas do campus, ou nem do campus da UFPel, de outra universidade mesmo – que sempre terminava em altas risadas – e aquelas vezes que levantava em baixo de frio e chuva para encarar uma aula de IPD com um prof meio crazy? Ah, claro, a faculdade só tinha professores meio faltando parafuso na cabeça – UHAUHAUHA.
Saídas pra barzinhos, festas promovidas pelos outros cursos da faculdade, festas do nosso próprio curso – era tudo de bao. Idas ao ginásio de noite, depois do jantar, para assistir as meninas jogando futebol – e sair de lá correndo sobre um espetáculo de raios e relâmpagos que anunciavam a incrível tempestade que estava para cair – ah, e caiu. Pegamos chuva, e eu não sei como não pegava uma pneumonia, ainda bem. Ficamos embaixo de um disjuntor daqueles de poste, que fazer até barulho – no meio dessa tempestade, conversando numa boa, e só depois que fomos reparar no risco que corríamos – e corríamos muito, pela falta de tempo – ou para correr das tempestades. Nesse dia corremos pra dentro da praça – sim, a noite ela fica escura e só tem marginais por lá, mas e daí? Se eu quiser farrear, tomar todas num bar, sair pra namorar, o que é que tem? Era realmente tudo muito bom – e algumas coisas ruins, é claro, mas comparando com as coisas boas, elas que se destacavam. Uma das únicas coisas ruins era morar longe da família – principalmente nos fins de semana. O que substituía esse vazio eram as reuniões lá em casa para estudar – ou farrear – UAHUHAUHAH.
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